Independência emocional nos relacionamentos amorosos




Eu acredito que a codependência emocional existe em certos níveis na maioria dos relacionamentos amorosos, mas acredito também que você pode se tornar mais livre e mais independente emocionalmente ao mesmo tempo que fortalece seus relacionamentos, quando trabalha suas dores de infância, fortalece sua espiritualidade e mergulha no caminho do autoconhecimento.


Acima de tudo, saiba que se por acaso você foi diagnosticado com traços de codependência emocional, você não é isso. Esta não é uma condição que você nasceu com ou está fadado a permanecer assim e sim algo que foi desenvolvido ao longo da sua vida e que pode ser ressignificado e curado em muitos graus.


Todos nós carregamos em certo nível dores da infância que estão relacionadas a memórias de abusos, negligências, abandono ou rejeição.

Mesmo que nenhum desses tenha ocorrido de fato, pode ter havido uma interpretação da criança que gerou uma marca/trauma em sua memória.

Talvez sua mãe tenha simplesmente ido a padaria, você chorou e ela não atendeu e aquilo é registrado como um sentimento de abandono.


Para alguns, essas marcas podem ter ficado mais evidentes que em outros.

Para saber, basta notar seus padrões de comportamento em uma dinâmica de casal, por exemplo se:


  • Evita se relacionar profundamente por medo do outro ir embora;

  • Está sempre buscando alguém capaz de salvá-la da dor ou trazer alívios;

  • Ou está sempre buscando alguém mais "frágil" que verá em você um porto seguro;

  • Procura por um amor que preencha um vazio inexplicável;

  • Acredita que é infeliz porque o companheiro não se importa com você;

  • Precisa se esforçar para agradar ou se adaptar as necessidades do companheiro/família;

  • Tem medo de não ser aceita se for totalmente verdadeira e aberta;

  • Tem medo do outro ter liberdade e espaços de individualidade;

  • Sente que muitas vezes o companheiro parece seu pai ou sua mãe.




A codependência tem raizes profundas na nossa infância. É reflexo da nossa criança ferida abandonada por nós mesmas. Dessa forma, estamos sempre buscando lá fora alguém que nos veja, cuide de nossas dores e nos preencha.


Obviamente essa dinâmica torna-se doentia e aprisiona os dois lados. O que vemos frequentemente são relacionamentos tóxicos, que estão sempre em desarmonia e conflito, muitas vezes ligados a vícios em drogas, violência e abuso.

São relacionamentos que podem durar uma vida inteira mesmo que doa muito, pois os dois lados estão imersos num padrão inconsciente de relacionamento, mas muito familiar, pois muitas vezes são semelhante ao que viveram com suas famílias de origem.


Para dar inicio a um trabalho de cura desse padrão de codependência emocional, primeiro de tudo é tomar consciência de que este padrão existe e segundo é compreender algumas coisas:


  • Ninguém é capaz de te tirar desse lugar. Nem um grande amor, nem o terapeuta, nem seus pais. Somente você através de uma escolha consciente de querer sair;

  • Você não é uma vítima do mundo ou do outro, você cria sua realidade;

  • Realidade é uma interpretação dos acontecimentos e ela pode mudar dependendo das suas crenças e programações;

  • Você não é a história de dor que você se conta, você é muito maior e não está se vendo, pois seu foco está no passado;

  • Não é sua responsabilidade mudar ninguém a não ser você mesma;

  • Não é sua responsabilidade salvar qualquer pessoa de nada;

  • O sentimento de abandono é na verdade do autoabandono;

  • Você não precisa se manter num relacionamento abusivo ou violento;

  • Se te fere ou te intoxica de alguma forma, você está sendo negligente com a sua própria saúde e felicidade.


A cura da codependência começa quando paramos de nos dedicar a busca externa pelo alívio da dor e buscamos a cura dentro. Quando tomamos a coragem de mergulhar em nosso mundo interno e finalmente passamos a nos ver, nos escutar e nos autoconhecer.


O caminho do autoamor começa quando:


  • Aprendemos a respeitar o equilíbrio entre dar e receber;

  • Nos conhecemos o suficiente para não sermos influenciado pelo julgamento alheio;

  • Paramos de nos moldar aos outros para agradar/pertencer;

  • Aprendemos a comunicar o que sentimos com clareza, sem jogos;

  • Estabelecemos limites para cuidar da nossa energia vital;

  • Soltamos o controle e confiamos que cada um tem o seu próprio caminho do autodesenvolvimento;

  • Aprendemos a pedir ajuda e a não carregar tudo sozinha;

  • Fortalecemos a espiritualidade para manter o eixo e a força em momentos desafiadores;

  • Reconectamos com nossa essência divina através do autoamor e inocência;

  • Aprendemos a cuidar da nossa própria criança interior.


Este ciclo de desordem está prestes a acabar se você estiver disposta a fazer por você, a curar suas próprias ferias com o amor infinito e abundante que você já é e só precisa se relembrar.


Eu espero que essas informações tenham te trazido mais clareza e lucidez e eu fico a disposição para te escutar e te apoiar no seu caminho de autocura.


Com amor,

Juliana.



Olá, eu sou a Juliana.

Uma mulher artista, que usa a fotografia, o filme e a escrita para expressar mensagens do mundo interno e do mundo sútil.

Trabalho também como facilitadora e terapeuta energética sistêmica.


Auxilio casais a encontrarem um lugar de equilíbrio em seus relacionamentos e a mulheres a resgatarem suas essências divinas através do autoamor.

Me coloquei a serviço do despertar da consciência e desde então venho sendo gentilmente conduzida e ensinada a servir como canal de cura a quem busca.

É com amor que minha alma serve a sua.

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